UMA BUSCA INTERIOR:
A vida é repleta de momentos bons e ruins. Não nos cabe desejar apenas os bons e evitar os ruins. Creio que a verdadeira inteligência consiste em aproveitar os bons momentos e aprender com os ruins. Um das coisas que aprendi nos últimos dias é que não devemos corroer nossa mente com relação aos eventos que não podemos controlar: a vontade dos demais, o perdão que podem nos dar, os sentimentos que eles podem ter sobre nós. Ao invés disso, devemos concentrar nossa atenção e nossos esforços nas coisas que estão ao nosso alcance, no nosso universo de possibilidades. Os eventos externos reagirão, ou não, às nossas ações. Se o resultado for positivo para nós, tanto melhor; caso não forem, não significa fracasso, pois não podemos controlar a percepção alheia aos nossos atos.
Evidentemente esta constatação não é fácil de ser atingida nem de ser seguida. Nossa mente muitas vezes tem vontade própria, e a racionalidade não é seu ponto mais forte. As recaídas são frequentes e normais: uma lembrança que nos é cara e nos traz tristeza, um lugar que nos recorda de bons momentos passados, frases e locais marcantes: tudo isso pode contribuir para que tenhamos recaídas, que pensemos no que fizemos ou deixamos de fazer; no que dissemos ou não deveríamos ter dito. Mas por mais que sejam inevitáveis, tais pensamentos são inúteis, pois não podemos mudar o passado. O passado existe apenas para que possamos analisá-lo e identificar como ele nos afeta no presente e como podemos agir ou não no futuro. Não é fácil chegar a este tipo de constatação, mas mesmo quando a ela se chega, nem sempre conseguimos seguir este descobrimento.
No momento o objetivo é essa: lutar com a própria mente para superar a comiseração e a tortura mental de imaginar cenários e comportamentos alheios aos quais não podemos controlar nem temos acesso. E pensar sempre no desenvolvimento pessoal, pois é o único caminho para se alcançar oportunidades positivas e conseguir aproveitá-las quando elas surgirem.
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